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Pinneapple Express - Um tipo raro

Um colaborador de alcunha “Pimpão” apareceu no chat falando de um filme: “Cara muito engraçado, você tem que ver…” fui atrás, assisti, ri pra caralho. O elenco é bacana, a produção é boa, o roteiro é 10, a edição é 3. Tem tudo para divertir um bom maconheiro, ou uma pessoa que nunca fumou unzinho.

Um maluco presencia um crime por acidente e se mete numa furada sem tamanho. A única pista que ele deixou para trás foi um BASEADÃO aceso com uma erva rara. O filme parte daí e vam bem, muito bem… Valeu pela dica Pimpão.

(Aperta e clica no play, são três trailers)

Wallpaper - Colaborador

A casa é sempre nossa e sempre é bom cuidar pra ela ficar mais bonita né? Olha ai o que um colaborador fez pra nós! VALEU BROTHER!

A Maconha - Fernando Gabeira


O nosso colaborador Vitor Domingues me gritou aqui no email VAMO DIVULGAR >>> Maconha - Fernando Gabeira

o livro Maconha do Fernando Gabeira é um clássico. Em linguagem simples e direta ele traça uma geral da maconha de uma maneira bem séria. Muita história, religião e assuntos que vão além do escopo comum da abordagem política. Coisas surpreendentes aprendi nesse livro. Recomendado. Siga o link e leia o primeiro capitulo.

Ja falei do Gabeira aqui, e lamentei ele não ter ganho.

Fui ao Rio logo depois e apaixonei.

México legaliza porte de pequena quantidade de drogas leves

deu no maierovitch.blog.terra.com.br

Com a Guerra às Drogas em curso e sangrenta, a Câmara e o Senado do México aprovaram a legalização da posse, para consumo próprio, de pequenas quantidades de cocaína, maconha, heroína, anfetaminas e metanfetaminas.

A nova lei seguiu ontem para sanção do presidente Felipe Calderón. Este, no seu primeiro ato de governo, iniciou, com ajuda do então presidente George W. Bush,  a War on Drugs, contra os potentes cartéis mexicanos. Executou e fracassou com o Plan Mérida, uma versão mexicana do Plan Colombia.

Como já escrevemos neste espaço, a repressão militarizada de Calderón resultou em mais mortes de civis — sem ligações com a criminalidade organizada — do que de membros dos cartéis mexicanos de drogas. Calderón envolveu e desmoralizou o Exército do país, que não contava com preparo para enfrentar potentes cartéis: Tijuana, Golfo, Sinaloa etc. Por outro lado, Calderón descobriu que a polícia mexicana havia sido cooptada pelos cartéis.

Em 2006, e ao decretar guerra aos narcotraficantes, Calderón ganhou aprovação popular. Com isso, abafou o forte rumor de suspeita de fraude nas apurações que lhe deram a vitória nas eleições. Até  enquanto esteve o aliado W. Bush na Presidência dos EUA, o mexicano Calderón sempre foi contrário à descriminalização das drogas.

Com pesquisas a mostrar que a popularidade do presidente está em baixa e os cidadãos mexicanos cientes de que a Guerra às Drogas foi um fracasso, Calderón começou a mudar o discurso. E os mexicanos têm certeza de que vai sancionar a lei descriminalizante, nas próximas horas. Pelo que se comenta, Calderón perdeu a Guerra às Drogas e só fez “trapalhadas” com a gripe suína, que se difundiu a partir do México.

Com efeito, pela lei em face de sanção, aquele que for apanhado com pequena quantidade de droga para uso pessoal não estará a cometer crime.

Para os adeptos das políticas conservadoras, de matriz americana, a nova legislação transmitirá uma mensagem errada, de o consumo não ser prejudicial.

PANO RÁPIDO. Caso sancionada a lei, o México, ao contrário do Brasil, vai se alinhar com países progressistas. Para estes — e com todo o acerto —, o consumo de drogras é uma questão sociossanitária, e não criminal.

Sobre o tema, Calderón surpreendeu ao afirmar ser necessário distinguir entre pequeno consumidor e grande traficante. Essa sua colocação está sendo vista como indicativo de que sancionará a nova lei. Antes, usava o conhecido discurso de Bush, um verdadeiro truísmo, de que se não houvesse consumo não existiria o problema das drogas.

No Brasil e no governo Lula, deu-se tímido passo. Ou seja, a posse de droga para uso próprio continua a ser considerada conduta criminosa. Houve, apenas, despenalização. Ou seja, o usuário não mais vai para a cadeia: a pena pelo crime é alternativa ao encarceramento.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

Palha de milho para todos!

unzinho no milho

De uns tempos pra cá eu venho usando palha de milho como piteira para meus becks. São perfeitas já usaram? Compre um milho, coma o milho, deixe a palha secar por uns dias. Pronto. Com uma palha você tem piteira pra uns meses. Depois de seca ela permite a passagem do fluxo de ar, impede o entupimento, evita queimaduras… Só alegria né?
Afinal acabo de compartilhar uma solução viável para todos terem piteiras de graça.

Mas e a atual fabricante de piteiras? Levaria um grande prejuízo né? Afinal é o “business” deles, Piteiras. O que não fariam aqueles ameaçados? Será isso tudo obra da minha imaginação? Piteiras? Sendo cultivadas livremente. Compartilhadas.

Não! Alguns vão gritar!
Vamos amaldiçoar o milho, pois ele é a fonte de toda a desgraça e o mal de NOSSA sociedade.

Ops queimei o dedo.

MISS!!!!

O homem não é porra nenhuma sem mulher. Fato. Eu adoro mulher. Fato. Mulheres são maravilhosas. Fato.

Admirar mulher é algo que pode ser particular ou coletivo. Tem aqueles momentos íntimos onde toda mulher brilha do seu jeito. Tem mulher alta e esguia, baixinha e gostosa, tem morena, tem loira, tem aquela mulata, tem as japinhas… Como tem mulher no Brasil.

Para todos os gostos. Agora e se ela fosse uma Miss? E se ela fumasse unzinho?

Se fosse assim, essa mulher seria a Miss Marijuana.

O concurso do Hempadão já ta rolando. Eu vou dar meu voto em breve. Os detalhes para participar do concurso você acha aqui > MISS MARIJUANA
Quem será a Miss Marijuana 2009?

Go Power Rangers

Se não viu, deveria, se ja viu, veja novamente.

Nos EUA, crise aumenta uso de casas como estufa de maconha.

deu no > Sobre Drogas

Imagine uma casa como essa da foto, uma típica mansão de “suburb” americano, transformada numa imensa e discretíssima estufa onde se cultiva maconha com fins comerciais. E mais: imagine que dezenas - talvez centenas - de casas como essa estão formando uma grande rede ilegal de produção e distribuição da erva? Pois é o que anda acontecendo nos EUA, e a casa que você vê na fotos é, de fato, uma grande plantação de cannabis descoberta pela polícia.

Histórias como essa foram contadas na noite da última quinta-feira (18), no programa “Anderson Cooper 360 Graus”, da rede CNN, como parte da discussão sobre legalização da maconha que a emissora promoveu ao longo de toda a semana passada.

A equipe do programa visitou casas onde, ao invés de uma tradicional família norte-americana, há negócios de U$ 500.000 por ano crescendo nos quartos, garagens, ao lado da piscina. Pés de maconha de até dois metros de altura são  cultivadas por pessoas que também moram nas casas, e se passam por famílias comuns ou grupos de estudantes dividindo uma república.

O uso de casas para esse fim não é novo nos EUA. Há até o caso conhecido de uma brasileira que viveu anos no país produzindo e vendendo maconha num subúrbio de Los Angeles, até ser presa e deportada. Mas, de acordo com a Secretaria de Combate às Drogas (DEA) do Departamento de Justiça dos EUA, a recessão econômica que tomou conta do país transformou o mercado imobiliário, principalmente na Califórnia e na Flórida, em um verdadeiro paraíso para traficantes. Eles compram as casas por preços irrisórios e as transformam em um pólos de produção da erva, em geral cultivada sob a forma de  skunk, uma variação genética da maconha com alto potencial de THC e que pode ser cultivada em estufas, com uso de luz artificial.

Segundo o DEA, há uma grande dificuldade em identificar esses locais. A produção de skunk em estufas é tão discreta que, muitas vezes, nem os vizinhos percebem qualquer movimentação. Além disso, as casas não são usadas indefinidamente. Em geral, são abandonadas antes que possam despertar qualquer suspeita. Recentemente, porém, o departamento de narcóticos da polícia de Los Angeles começou a usar uma sistema de investigação baseado na conta de luz das casas. “As estufas articiais requerem uma iluminação potentíssima, que precisa ficar ligada muitas horas por dia. Isso gera um consumo de energia muito superior à média do que costuma gastar uma família média americana. Analisando estes disparates, temos conseguindo localizar e prender alguns produtores”, informa uma fonte ligada à polícia americana.

Ao longo de toda a semana, o ”Anderson Cooper 360 Graus” debateu em profundidade a legalização da maconha. Nos Estados Unidos, seu uso para fins terapêuticos é liberado em 13 estados. Com autorização médica, é possível adquirir a erva em uma farmácia. Na última quarta (17), a atração exibiu uma entrevista com Paul Stanford, dono de um escritório especializado em conduzir pacientes a médicos que recomendam o uso da Cannabis a seus pacientes.

Stanford afirma que seu escritório já ajudou 64.000 pacientes em oito estados. Além de atuar como intermediador, ele também planta – com autorização do governo – a erva. Com seu negócio, arrecada cerca U$ 3 milhões por ano. Ele defende a liberação total do uso da maconha. De acordo com seus próprios cálculos, o governo deixaria de gastar U$ 13 bilhões com programas de combate à droga e ainda arrecadaria U$ 7 bilhões com impostos. Parte deste dinheiro poderia ser investido com em programas de tratamento de problemas causadas pelo uso da droga, como já acontece com o álcool e o cigarro.

( * ): Rafael Oliveira é integrante do programa de estágio do Jornal O Globo

Unzinho - Marcha

Unzinho Marcha from vinisius zen on Vimeo.

No dia 03/05/2009 deveria acontecer a Marcha da Maconha em São Paulo e em várias outras cidades do Brasil e do mundo. Mas como pensar e manifestar opinião é encarado como um “risco social” os membros da Marcha da Maconha tiveram a honra de uma escolta armada. O fato se repetiu na reunião aberta algumas semanas depois. Até quando discutir leis nesse país vai ser um problema? A proibição é um ato que fere o direito constitucional de se manifestar, debater, discutir leis. Em breve estaremos lá novamene. Acompanhe:

www.unzinho.com

www.marchadamaconha.org

A culpa é desses maconheiros…

O usuário é o principal culpado pelo tráfico de drogas”. “Cada baseado deveria ter gosto de sangue”. “Se não houvesse consumo não haveria o tráfico”. Afirmações como esta enchem a boca dos “homens de bem”. Os “homens de bem” sabem exatamente o que é melhor para você, para mim e para todos, eles são contra a união civil de pessoas do mesmo sexo, são contra a livre manifestação do pensamento, são contra a legalização do aborto e da eutanásia, resumidamente: nada sem o aval deles é bom para a sociedade. E hoje, a culpa da violência da guerra contra as drogas é sua usuário, única e exclusivamente sua, que pratica uma conduta contra a lei.

Informações como esta estão nos filmes, nos debates, nas opiniões científicas, em todos os lugares. A justificativa mais simplista é colocar no ombro do usuário, seja ele dependente químico ou usuário recreacional, a pesada cruz dos nefastos efeitos da falhada política antidrogas. O que está por trás deste discurso?

A desobediência civil consiste exatamente no incumprimento ou violação de uma norma com o fim de obter do poder público a modificação do sistema legal para que o mesmo se compatibilize com a prática social ou individual inócua. Os mártires da desobediência civil no caso do uso de drogas já são conhecidos, as famílias de traficantes de balcão e usuários dividem o luto desta estúpida batalha. Porém, a prática da desobediência já colheu inúmeros avanços em outros campos da política. Em épocas de escravidão os escravos fugitivos semearam o primeiro grito de liberdade dentro dos quilombos. Os cristãos primitivos se negaram a aceitar normas legais contrárias à sua crença religiosa. O escritor americano Henry Thoreau, um dos primeiros filósofos a sacralizar o termo desobediência civil, negou-se a pagar impostos ao seu país, sob a justificativa de que o dinheiro serviria para financiar a guerra contra o México. Inúmeros jovens norte-americanos não se alistaram para combater na guerra no Vietnã. Gandhi liderou a revolução pacífica na Índia pela independência do seu país contrariando as leis britânicas.

O direito de desacatar leis injustas deve ser um dos critérios de justiça para os usuários conscientes. O que parece contraditório é ao final um ato político de liberdade própria, sem que o mesmo prejudique qualquer outra pessoa, que tem no fundo a vontade lícita de mudar todo o aparato repressor do Estado que perpetua uma guerra perdida. Outro critério interessante é o de John Rawls, onde a legitimidade da desobediência civil não se mede pelo grau de justiça ou não de determinada lei, mas sim no grau de fuga dos padrões de obediência à própria lei e neste ponto o uso de maconha já alcançou um nível de tolerância que não mais sustenta sua marginalização.

O ato de fumar maconha é um ato político de desobediência civil, é um ato que exprime a calada voz do usuário, querendo ele ou não ser ouvido, e passa a mensagem aos chamados homens de bem: “essa culpa não é minha”.

Victor Domingues